terça-feira, 11 de março de 2008
Porque ela faz cinema?
Porque para ela a vida é um filme.
Os amores são filmes,
Os passos são cenas,
Todos os elementos são cenários,
Cada piscada dos olhos são flashs,
Ela faz cinema,
Porque está viva,
E adora assistir making of,
Selecionar cenas e rever bastidores.
Ela é cinema,
Ela é trilha,
Ela é áudio,
Ela e visão.
Faz cinema para acreditar que tudo é um sonho,
Mas belo que a vida real!
- Ação!
domingo, 9 de março de 2008

A bíblia diz que o bom filho a casa retorna
Quando me vejo novamente sentada aqui,
Construindo frases,
Poemas
Colocando as palavras umas conectadas com as outras
Como se fossem tijolos sobre tijolos,
Com a intenção de refazer nossa casa,
(nossa casa para mim, são os poemas que te escrevo)
Retorno para ti,
Porque na verdade nunca nos separamos de fato,
Como falei no texto anterior (você sabe qual)
Foram necessários todos os maus entendidos para que nunca nos perdêssemos,
Foram necessários:
Além do encontro dos olhos,
A caminhada na praia, com aquela lua enorme iluminando nossos rostos
A areia açoitando nossos corpos...
Pausa!
Como foi mesmo que aquela cena aconteceu?
Ela realmente aconteceu ou por frações de segundos nos encontramos
Dentro de um filme de Glauber Rocha?
- Como gostaria de ter uma câmera aqui agora, filmar seus pés, nos dois... (você)
- Contentaria-me com uma simples máquina fotográfica! (eu)
Ação!
Nossos encontros às escondidas,
Os receios todos,
Seus poemas
Meus
Retorno a nossa casa,
Estive por algum tempo inebriada,
Navegando entre corpos estranhos...
Sem comentários!
É tão fácil nos perdemos de nós mesmos,
É tão difícil nos acharmos,
Sem julgamentos.
A bíblia diz que o bom filho a casa retorna,
Não sei bem porque lembrei-me disso agora.
Mas retorno para seus braços.
Porque eles estão dentro do poema,
Logo...
Retorno para minha casa.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
A droga e a abstinência

Por que eu escrevo?
Porque tudo o que existe em mim quer ganhar vida...
E as palavras mais humildes,
Não sonham em subir aos palcos e receber aplausos.
Contentam-se (e são felizes!) em virar escritos
Serem lidas por olhos atentos
Hoje...
Em especial ele (o escrito) quer ser lido
Por um par de olhos azuis...
Não sei porque isso acontece mas acontece e independe de mim.
Lembro-me ainda de ti,
Ontem sonhei... revivi coisas...
E um aperto no meu peito também existe independente de mim...
Nosso silencio velado,
Acordado.
Meu amor, Afrodite continua mexendo os pauzinhos...
Pior... muito pior...
Ela os enfia em meu coraçãozinho sonhador como se fossem canivetes...
E malvadamente os empurram devagar, mexe, gira lentamente... enfia-os mais um pouco e quando eu penso que ela está satisfeita...
Nada! Recomeça todo o processo devagar, sangrando ainda mais...
É uma dor muito aguda, latente...
A dor do não vivido
Do sonho perdido!
Estúpida droga chamada AMOR...
E esse mar parado.
Essa canção no mp4...
Esse aroma no quarto
O cheiro em minhas mãos (também ficaram, porque são realmente parecidos)
Estou a vagar...
Noites, outras bocas, loucuras, lacunas...
Manhãs, presságios, saudade, saudade, saudade...
Se não vistes para ficar
Por que chegastes?
Eu não tenho medo do escuro, nem de silêncio, nem de ventania, quase nãotenho medos!
Só não me resta tanto tempo... talvez!
Eu tenho lágrimas que se transformam em textos...
Eu tenho um buraco aqui dentro: onde toca essa canção repetitiva...
Eu tenho um milhão de possibilidades.
E um amor perdido!
Obra: Auguste Rodin, The Metamorphos
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Para Kan

- Continuo esperando Godot!
- Esperando Godot?
- Sim, ele chegou, acho que chegou...
- Você não sabia que ele havia sumido...
- Estava esperando que ele aparecesse.
- Lembrei que você havia dito que tinha ido onde eu não podia ir!
- Engano seu... também fui... fui além, além mar... onde só os deuses podem se surpreender... onde Afrodite recolhe suas contas e escolhe seus pares...
- Sabia que Godot morreu? Igual a Cacilda Becker! Adoro Cacilda e o Caetano...
- Preciso ir...
- Não!!! Me leva com você!!! Não quero ficar aqui sozinho, sem você! E ainda esperando Godot!
- Meu bem, eu estou aqui...
- ...
- Achei que você tinha ido embora!!!
- Não te deixaria nunca só... era o telefone... estou confusa! Como?
- Me põe no colo e me dá do seu leite para me acalmar...
- Você bebeu saké?
- Não!!! Pareço bêbado???
- Não, parece “desprendido”
- Ou seria desaprendido?
- Acho que nós estamos desesperando Godot!
- Mas as palavras confundem mesmo.
- Tudo do que é e o que não é!!!!
- Vixe... eu precisava de uma cerveja... e na minha geladeira só tem leite!
- Mas você nem me deu atenção... sumiu... igual Godot! Vou sair cabisbaixo do palco... e depois apagar as luzes... quieto... sem uma palavra.
- Disseram que Godot tinha morrido.. há controvérsia... vou continuar a esperar!
- Vou partir! Não sei... acho que tenho que ir!
- Não vai... fica comigo, espera comigo, acende a luz e fica comigo!
- Sério?
- Ele morreu de quê?
- Sei lá, isso não é tão importante... o mais importante é nosso diálogo... esse encontro... nós dois aqui, juntos esperando ele!
- E agora, que fazer?
- Esperar!
- Mas se ele morreu, para quê esperar?
- Esperar a metamorfose... que o tempo se cumpra... as dores passem e a gente reaprenda a viver!
- Mas nós não podemos, estamos presos ao passado!
- Não!!!! Podemos sim!!! Podemos SIM!!!
- Acho que vou partir.
- Espera meu bem, não me deixe sozinho!!!! Volta, Volta!!!!
(ela sai do palco... ele chora...)
- Fim!!! Como a maioria das peças acaba sem um final decente!!!
- Mas eu voltei... estava escuro, não havia ninguém adiante, voltei para te dar as mãos e permanecer junto nessa espera interminável!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
"Minha Vida Sem Mim"

Este é o primeiro texto do meu blog que não me pertence: ele é a cena final do filme “Minha Vida Sem Mim” de Isabel Coixet. Por favor, fieis e poucos leitores queridos, se puderem assistam-no, mas assistam-no sozinhos, como eu fiz dezenas de vezes... (como assistir ao pôr-do-sol), cada vez que fiquei triste, cada vez que necessitei repensar minha vida! Não esqueçam... Sós...
E nada será como antes, posso afirmar!
Bom filme a todos!
“- Você nem sequer lamenta
A vida que não vai ter...
Porque você já está morta
E os mortos não sentem nada
E nem lamentam,
Meu querido Lee...
Quando receber esta fita,
Saberá que estou morta.
E, bem, tudo mais.
Talvez você esteja
zangado comigo, ou magoado...
ou triste ou chateado. Tudo
ou, talvez, isso tudo junto.
Saiba que me apaixonei por você.
Não ousei lhe dizer porque...
Creio que você sabia...
E eu não sabia que tinha
Tão pouco tempo.
Se tem algo que não tive
O bastante ultimamente,
É tempo.
A vida é bem melhor
Do que você pensa, meu amor.
Sei disso porque...
Você se apaixonou por mim
Apesar de ter visto...
Quanto menos, 10% de mim?
Talvez 5%.
Talvez se tivesse visto tudo,
Não teria gostado de mim.
Ou teria gostado
Apesar de tudo,
Acho que jamais saberemos
Uma última Lee,
Pelo amor de Deus...
Pinte suas paredes e compre uns moveis, está bem?
Não quero que a próxima
Mulher que levar para casa...
Fuja antes de ter a chance
De conhecer você.
Nem todo mundo é louco como eu.
Adorei dançar com você!”
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Escrevo inebriada, consumida, contaminada... ensandecida... com uma coisa chamada saudade...
Escrevo como uma loba no cio...
Como uma tigresa abandonada
Que amamenta seus filhotes.
Uma menina carente de amor, de afeto, de carinho...
Aonde foi que me perdi?
Onde foi que te encontrei?
Por que caístes tão rápido dos meus braços?
Recordo-me do seu cheiro...
Da sua pele,
Seu cheiro,
Cheiro de sua pele
Sua nuca
Seu sexo
Seus cabelos...
Aonde foi que apareceram outros?
Outros olhos – pares de olhos que não conheço...
Outros cabelos, nuca e cheiro?
Eu só cheirei a sua pele
A sua nuca
Os seus pelos
Seu sexo...
Você está partindo,
Sinto...
Eu estou partindo,
Sei...
Quantos dias seriam suficientes para que permanecessemos?
Quantas madrugadas?
Você parece me substituir muito rápido...
Esquecer-me...
Eu também.
Por que?
Meu benzinho,
Reponde por que somos feitos da mesma porção de matéria?
Escrevo como uma loba no cio...
Como uma tigresa abandonada
Que amamenta seus filhotes.
Uma menina carente de amor, de afeto, de carinho...
Aonde foi que me perdi?
Onde foi que te encontrei?
Por que caístes tão rápido dos meus braços?
Recordo-me do seu cheiro...
Da sua pele,
Seu cheiro,
Cheiro de sua pele
Sua nuca
Seu sexo
Seus cabelos...
Aonde foi que apareceram outros?
Outros olhos – pares de olhos que não conheço...
Outros cabelos, nuca e cheiro?
Eu só cheirei a sua pele
A sua nuca
Os seus pelos
Seu sexo...
Você está partindo,
Sinto...
Eu estou partindo,
Sei...
Quantos dias seriam suficientes para que permanecessemos?
Quantas madrugadas?
Você parece me substituir muito rápido...
Esquecer-me...
Eu também.
Por que?
Meu benzinho,
Reponde por que somos feitos da mesma porção de matéria?
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Por tanto
Tanto te quis
Que fostes
Tanto te esperei
Que cansei
Tanto sofro da solidão
Que faço dela meu amante secreto
Pergunto-me onde cabe tanto querer
Li um dia que “o amor é um sujo brinquedo”
Por tanto como um punhal manchado de sangue
Eu recolho minhas dores
Contraio-me apenas
Tanto te queria
Que já não sei mais nada
Tanto te procurei
Que lentamente vou esquecendo seu rosto
Naquela madrugada de álcool
Eu te dei meu cheiro
levastes ele em suas mãos
como quem carrega um bebê no colo
Sugastes de minha boca o aroma do leite
carregastes meu néctar em ti
deixastes o teu em mim
suas gotas de suor na minha pele
seu orvalho dentro da flor...
bálsamo...
Que fostes
Tanto te esperei
Que cansei
Tanto sofro da solidão
Que faço dela meu amante secreto
Pergunto-me onde cabe tanto querer
Li um dia que “o amor é um sujo brinquedo”
Por tanto como um punhal manchado de sangue
Eu recolho minhas dores
Contraio-me apenas
Tanto te queria
Que já não sei mais nada
Tanto te procurei
Que lentamente vou esquecendo seu rosto
Naquela madrugada de álcool
Eu te dei meu cheiro
levastes ele em suas mãos
como quem carrega um bebê no colo
Sugastes de minha boca o aroma do leite
carregastes meu néctar em ti
deixastes o teu em mim
suas gotas de suor na minha pele
seu orvalho dentro da flor...
bálsamo...
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Para minha Florzinha!

Minha amada mãe
Preciso repousar minha cabeça em seu colo e dormir
Como quando pequena
Você me ninando daquele jeito tão seu...
Com suas mãos. Lindas mãos. Macias mãos. Cheirosas mãos...
Acalentando-me, ninando-me...
Ah! aqueles mimos... aqueles cheirinhos amorosos, sentimentais, celestiais...
Agora sofro... agora essa distância... esse medo de perder-te...
Desculpa minhas lágrimas... Sua pequena está triste,
Por ver-te também tão triste, solitária...
O que posso fazer, mãe?
Eu que sempre estive tão próxima?
Tão dentro?
Tão apaixonada por você?
Te amo tanto...
Te quero tanto aqui comigo....
Por que sinto essa falta?
Por que essa tristeza?
Recordo-me de quando criança...
Chorando e com medo de perdê-la:
“Mãezinha do céu, eu não sei rezar
eu só sei dizer que quero te amar...”
chorando eu cantava a canção...
eu não entendia
que era a mãe de Deus,
Imaginava-te no céu, longe mim... e sempre chorava...
- Por que choras, meu bem?
- Não sei...
- Então se não sabe, não precisas chorar!
- Eu sei, tenho medo!
- Medo que quê?
- ...
Te amo!
Não partes, não me deixas sozinha...
Fica, fica, fica mãe!
Seu coração é o meu coração,
Sua alma minha alma,
Seu cheiro, meu cheiro,
Seu sorriso o meu,
Seus olhos azuis... tão lindos como o mar de Yemanjá,
Seus seios claros como os meus!
Seus lábios finos...
Seus cabelos finos hoje clareando feito neve.
Só tenho você!
Sô... Tenho-te...
Te amo...
Não vai...
Fica
Fica
Fica minha florzinha...
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Os amantes

Toca o telefone... atendo... depois de escutar, de responder (ainda que monossilábica) penso em minha vida! Eu posso sim voltar a te amar... tenho dúvidas se todos os amores não são mesmo iguais... sabor, cheiro, gozo, perdição, lembrança...
Posso sim voltar a te desejar, tentar refazer minhas contas... Contar-te novas estórias, te fazer rir, te seduzir, maltratar, deixar-te louco, entontecido a me procurar pelas ruas, pelos bares, pelos braços... Mas lhe trazer a serenidade!
Eu posso voltar porque sou e serei sempre livre... por isso que amo tanto, que choro, que me desespero, só por isso eu consigo “entrar e sair” a qualquer instante, mesmo ainda estando, mesmo ainda sendo, mesmo ainda inebriada! Não temo a noite, não temo a solidão...
Você sabe quais são os meus temores:
- Temo as paredes e as janelas sufocantes!
- Os pedidos suplicantes!
- As artimanhas da clausura!
- O “estarei sempre aqui”!
- Os...
Eu não temo correntezas! Nado (mesmo com pânico e sem saber) até o fundo, contra a corrente...e se preciso for afogo-me nos braços de Yemanjá!
Eu posso voltar a te desejar, sim posso relembrar nosso passado, seus olhos, Trancoso, sua calma eterna, sua complacência, seu beijo, seu sexo, seu eterno amor aconchegante.
Só é preciso ter um pouco de calma...
Deixar que o Pequeno Príncipe desapareça!
Que a gente arranje um novo planeta.
Não tente entender o nexo.
Vou perambular na rua,
Sofrer de melancolia,
Derramar lágrimas ao vento...
Me sentir perdida novamente,
Carente,
Sozinha...
A tática não é essa?
Saber esperar o momento certo?
Então... tenha um pouco mais de paciência,
E logo, logo sua flor volta a ficar em paz,
Retoma a trilha,
É só o tempo de respirar,
Flexionar as pernas...
Mexer um pouco a cabeça.
E meu bichinho...
Você ao telefone está cercado de coisas,
De luzes, de holofotes, de câmeras e cinema...
Porém sua pequena sofre de melancolia, passa seus dias solitários,
Rememorando sobre um Pequeno que parece que já partiu e só eu ainda não entendi!
Você sabe que sou bobinha as vezes...
Eu posso sim voltar a te amar...
E novamente navegarmos dentro dos verdes dos nossos olhos!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
"Só se ama o que não se possui completamente." - Proust

Eu acho que estou me repetindo... depois que você partiu eu tenho vivido de uma forma diferente, quando penso em nós e no que vivemos eu sinto um misto de saudade e alivio!
Eu gosto de você, eu quero você aqui do meu lado, me olhando nos olhos... dentro de mim! Todos os meus últimos textos são escritos para você... e por isso sinto que estou me repetindo! Meu amor, eu não quero deixar de escrever para você. Mas quero que você saiba que quando te escrevo eu não tenho esperança de nada, meus escritos (melosos ou não), são criados para desopilar o fígado, desabafar meu coração, extrair essa dor de minha garganta... eu te escrevo porque as palavras são pensamentos suplicantes... elas me enlouquecem, não me deixam em paz! Nem mesmo quando estou dormindo!elas querem te dizer muitas coisas, tantas coisas, coisas e mais coisas...
Depois da sua ultima foto eu retornei ao “nosso livro” e resolvi transcrever o texto dele porque eu não teria como ser mais precisa e poética que Exupéry:
“Assim eu comecei a compreender, pouco a pouco, meu pequeno principezinho, a tua vidinha melancólica. Muito tempo não tiveste outra distração que a doçura do pôr-do-sol...”.
- Gosto muito do pôr-do-sol. Vamos ver um...
O Principezinho do seu planeta podia admirar quantos pores-sol ele desejasse, bastava apenas recuar um pouco a cadeira. E contemplavas o crepúsculo todas as vezes que desejasse...
- Um dia eu vi o sol se pôr quarenta e três vezes...
E um pouco mais tarde acrescentaste:
- Quando a gente está triste demais, gosta do pôr-do-sol...
- Estavas tão triste assim no dia dos quarenta e três?
Mas o principezinho não respondeu...”
...
Eu também posso admirar sua foto quarenta e três vezes, se é que já não o fiz...
Eu sei que você tinha que partir, meu benzinho... eu sei que eu ficaria sem tuas mãos na madrugada... que teria que buscar outros afagos, outras mãos para acariciar a minha pele, outras salivas para umedecer minha boca...
Mas você fica, porque todas às vezes que eu escutar o som do sol se pondo eu lembrarei da sua ausência e você por um segundo que seja estará em mim. Quando ouvir o canto dos pássaros, também cantarei junto entoando para você uma canção. Vinicius dizia que o homem tinha que sentir um (grande) amor por alguém, ou então deveria sentir muita falta de não ter esse alguém... esse amor...
Eu estou me repetindo...
A paixão deixa a gente meio bobo, aliado então à saudade (vixe!) ficamos fadados a uma eterna melosidade, um olhar meio entristecido e o coraçãozinho sempre apertado... e é daí que vem a repetição...
Se você diz que somos parecidos então sei que também sentes o que sinto e que em cada canção que você toque eu estarei também cantando, em cada gesto seu, em cada palavra que você pronuncie, eu estarei sempre, presente... mas sabemos que temos que partir, e assim sendo... vamos ficar bem, né?
Dizem que as mesmas mãos que afagam...
Eu te amo!
E todas as vezes que sentir um aperto no coração e meu nariz ficar vermelho...
Seu passarinho irá contemplar um pôr-do-sol (ou uma foto)...
E dizer baixinho:
- Eu te amo...
- Eu te amo...
- Eu te amo...
E depois balbuciar seu nome.
Foto: Almir Jr.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Apelo a um transeunte

Eu não sei como dizer
Mas tem uma florzinha que está morrendo
Ou pensa estar...
Existe uma florzinha
Num dia de sol escaldante,
Sufocada pelo vapor do asfalto!
Ela ali,
Sozinha
A espera de um olhar sensível,
Que um transeunte louco e poeta possa enxergá-la
Ela sabe que algum deles irá encontra-la,
E antes que suas pétalas caiam e ela morra...
Uma mão forte irá recolhe-la, cheira-la e guarda-la
Num mundo mágico...
Num planetinha distante,
Pode não ser o B612,
Mas basta ser um onde só existam
Ela e esse ex-transeunte,
Um Pequeno atento...
E dono das chaves!
Perto Demais...

Ainda sonâmbula
Acordei com uma imagem na cabeça...
Imagem de filme....
As imagens que permeiam meu cérebro são sempre de filme, de flor ou de musica
Ah, já ia me esquecendo: de cheiro também...
São gotas transparentes, translúcidas. Aparecem no meio do nada... de uma cena, de uma caminhada, de um lapso de vazio de pensamento.
E ela (a imagem) instala-se , dominadora e fugaz!
Só me deixando em paz quando me direciono para fazer o desejo dela: escrever-lhe um texto!
Belo ou não, inteligente ou bobo, estanho ou fútil...
Essa imagem me fez despertar hoje,
Porque aos poucos sei que vou me desligando,...
Sinto esse desenlace,
Já não mais os pés que me levavam a ti sentem o desejo de marcar meu retorno.
E meus pés são tão firmes quanto a minha cabeça,
E confesso: por mais que tente entender o que aconteceu eu não consigo...
Mas isso também é bom! Entender as coisas é uma forma de deixar de ser inocente...
Eu às vezes finjo não entender, é um jeito de ... ah, sei lá... ser eu mesma...
Cabeça de vento, cara de passarinho, jeito de flor...
Essas coisas são um tanto quanto imperceptível...
A imagem da qual mencionei e que me persegue quer virar texto... embora eu hoje quisesse apenas ser silêncio!
O silencio é amigo da liberdade, é uma coisa um tanto salvadora.
Eu queria não te falar nada... queria olhar algum pôr–do-sol... alguns... virar minha cadeira para o lado e ver outro e mais outro e mais outro...
Mas não me sinto triste...
É porque ver o pôr-do-sol é ficar em silencio absoluto.
Acho que nasci para isso.
Amar os outros! E como já dizia Clarice também para escrever...
Sobre a foto...
Não tenho muito a contar! Um lance de inspiração contida, a cabeça cria mas as mãos não reagem.
Tudo bem!
A sempre uma lágrima derramada em algum lugar...
E se não consigo chorar,
É porque a falta já não me consome tanto.
E sei que se as lágrimas saem dos olhos, é porque também há sempre um lenço a ser estendido...
Uma mão atenta,livre de aprisionamento(s)!
A espera de uma lágrima para beijá-la...
Uma flor a espera de uma gota de água...
Um passarinho a espera de uma poça!
Sem inspiração!
Tudo bem...
Dias de sol e dias de chuva...
Não entendo...
Mas é bom não entender!
Citando Clarice: “ não entender é bom... mas as vezes é bom entender até mesmo o que não se entende...”
Acho que era assim... se não for...
Suplico que pelo menos uma lágrima brote de meus olhos!
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Aquela deusa que nasceu da espuma do mar!

Fomos os escolhidos por Afrodite,
Todas as loucuras
Todas as nossas luxúrias
Vem dela...
Temo pelos nossos corpos, nossa porção limitada de matéria,
Porque já não conseguimos mais raciocinar,
Estamos possuídos por ela...
Por essa deusa sem limites, por essa mãe que nos enfeitiça...
Que fazermos?
Para onde irmos?
Não temos como fugir do nosso destino,
Ela nos acompanha aonde quer que estejamos,
Por isso tanta paixão, Por isso tanto desejo,
Por causa dela poderemos acabar presos nessa teia de intrigas!
E ainda que busquemos entender porque,
Não existe a resposta
Para nós nada fará sentido...
Mas para Ela...
Quanto menos fizer sentido, assim melhor será!
Ela remexeu nossas vidas,
E decididamente não estamos num amor combinado...
Onde as coisas acontecem de maneira linear, arrumada, planejada...
Estamos fadados a tristeza sem fim, a falta, o custo, o desequilíbrio, ao eterno perigo!
Não sei o que fazer...
Vamos jogar flores ao mar...
Vamos suplicar aos ventos que ela olhe por nós...
E que tente controlar em nós essa desmessura, esse excesso e loucura!
Que os outros Deuses nos acolham e a sensibilize para tenha um pouco de dó de nós...
Vamos Orar a ela.
Vamos suplicar que tenha mais complacência conosco!
Embora segundo a lenda...
Não há o que se fazer!
Nem rezas, nem suplicas, nem choro, nem velas...
Os escolhidos de Afrodite...
Amam...
Amam até o fim...
Ainda que o fim...
Seja morrer de amor!
(I am Beautiful - Auguste Rodin)

Eu não preciso ter pressa
Pressa para que?
Se tudo que está acontecendo já acontece num tempo próprio...
Eu não posso querer dar saltos maiores que minhas pernas,
Nem esticar meus braços além do que eles podem alcançar
Acho que a flor também tem medo quando ainda está no adubo...
Apenas um broto.
Mal sabendo no que irá lhe acontecer quando despertar para esse mundo...
Pressa?
Não necessitamos...
Mesmo que você vá embora de uma vez e deixe o passarinho avoado...
Entontecido,
Entristecido,
Talvez (quem sabe) até perdido por algum tempo...
As coisas são as coisas,
O tempo é o tempo...
E como já lhe falei por mais que esse filme pareça ter um “The End” óbvio...
O roteirista dele ainda não se deu por satisfeito...
Ainda rememora,
Relé o que está escrito e repensa o final dessa estória!
O que sei, o que desejo... é que esses olhinhos azuis voem de volta para a flor!
E aqueça ela, encoste seu corpo no meu corpo e volte a dormir sossegado...
Sem pressa.
Pressa?
É tudo que não necessitamos...
Mesmo que o passarinho morra (de morte morrida ou de morte matada)!
Porque a pressa segundo a lenda popular é a inimiga da perfeição!
E só somos (quase) perfeitos porque somos iguais...
E é por isso que fazemos tantas loucuras!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Aos Pequenos...

O quinto planeta era muito curioso. Era o menor de todos. Mal dava para um lampião e o acendedor de lampiões.... o principezinho não podia atinar para que pudessem servir, no céu, num planeta sem casa e sem gente, um lampião e o acendedor de lampiões. No entanto, disse consigo mesmo:
“talvez esse homem seja mesmo absurdo. No entanto, é menos absurdo que é o rei, que o vaidoso, que o homem de negócios, que o beberrão. Seu trabalho ao menos tem um sentido. Quando acende o lampião, é como se fizesse nascer mais uma estrela, mais uma flor. Quando o apaga, porem, é estrela ou flor que adormecem. É uma ocupação bonita. E é útil, porque é bonita”.
Certa vez Fernando Pessoa disse “ O abismo é o muro que tenho, ser eu não ter um tamanho” Não estou esses dia com inspiração.. por causa do nariz (aquele vermelho que falei na estória anterior). A verdade é que depois que Ele partiu... tenho percebido que algo se fortalece em mim, porque antes eu ficava embriagada de andar sozinha na madrugada... agora vejo seu rosto na lua, na rua, na terra fofa, nas plantas que cato embriagada de cerveja...
Não tenho muito a dizer,
Se ele tem uma máquina que transforma em estrela e em flor as belezas... é porque ele é um artista e a mim que sou uma flor não tão iluminada quanto meus pensamentos... fico a pensar em rosas, em capins e sempre vivas.
Porque uma vez fui girassol e tinha a capacidade de ver o rosto dele no meio de mim...
E me fortaleço e fico ainda mais precisa,
Porque cada falta, cada ausência dele, me faz ser forte lembrando que tudo que passou, passará...
Sou mesmo forte e fraca,
Fraca porque se me arrancam de mim. Fui,
Mas sou forte quando possuo repouso em um jardim florido, com água e sol e chuva...
E às vezes um Pequeno me visita e faz de mim uma fortaleza de cores...
Uma profusão de palavras.
Viro passarinho,
Nado na areia, mergulho na água e volto para meu espaço,
Confesso: eu não entendo o acendedor...
Porque apenas consigo amar o principezinho..

Quando eu era pequena eu sabia voar.
Não sei ao certo em que momento eu desaprendi,
A voar!
Ainda adolescente eu acreditava em amores, em paixões fulminantes,
Cresci e ainda levava comigo a capacidade de olhar nos olhos, de detectar mentiras...
Eu às vezes esqueço que eu cresci e sofro porque quero muito voltar a voar,
E quero também olhar nos olhos...
Ainda ontem, hoje! Ficou impregnado em meu corpo um cheiro seu,
Eu não queria te dizer que quando meu nariz fica vermelho é porque eu queria voar...
E como não consigo,
Fica na garganta um aperto,
Por não saber mais voar e por querer chorar!
Como não posso chorar! (na sua frente).
Eu só queria te pedir, que me deixe ir...
Talvez um dia eu reaprenda a voar,
Mas se você ficar me segurando eu nunca vou saber de verdade se (re) aprendi, ou não!
Eu deixo você ir...
Eu suporto essa dor...
E depois que você foi embora
Meu nariz não ficou tão vermelho,
Porque eu pude chorar!
Eu sei me cuidar,
Bebo leite,
Faço amor,
Colho flores,
Bebo cerveja escondido,
E sempre admiro o pôr-do-sol
E quando durmo,
Alço vôo bem alto e fico observando a cidade lá de cima,
É tão bela...
Adeus!
Quando chegar a noite,
Eu te visito em sonhos...
Te adoro!
(Ah, com o nariz vermelho eu fico menos inspirada!)
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Sobre corpo e flor ou corpos e flores

Me ponho a pensar no corpo,
Ou seriam nos corpos?
Apenas me ponho a pensar,
Pensar que poderia ser uma flor,
E talvez não pensar em nada,
Porque acredito eu, que quando se está em harmonia com o universo
Acho que não devemos pensar em nada,
Apenas sermos,
Apenas existirmos.
Mas agora, nesse exato momento, no qual observo uma fotografia
De um corpo,
Sem roupa...
Penso na flor,
Que não pensa,
Que não tira a roupa
E nem a veste,
E assim sendo é sempre bela, sempre-viva!
Corpo para o dicionário é qualquer porção limitada de matéria,
Os definidores das coisas são seres estranhos...
Alguns também se referem ao corpo como cadáveres
“ta lá o corpo estendido no chão”
Num outro dicionário encontrei: busto!
Este se ajeita direitinho com a fotografia
Uns diriam: tampa e panela, encaixe perfeito!
Corpo pode ser tantas coisas, a parte de tantas coisas
Corpo disso... corpo daquilo...
Mas não é flor...
Eu tenho escrito tantas coisas,
Querendo falar sobre tantas coisas,
Que me alegram,
Que me entristecem...
Porque estou viva!
E viver é também isso...
Ser um corpo alegre e também um corpo triste,
Despertar com meu corpo às vezes apático e com ele admirar 120 pores-de-sol quando sentir vontade, ou saudade, ou...
Vocês entendem o que quero dizer, né?
Eu sou um corpo igual há um milhão de outros corpos...
Exatamente igual,
E por causa disso acho que o Pequeno Príncipe foi embora,
Porque eu não sou diferente dos outros corpos.
Pelo menos é o que ele acha.
Que se os outros corpos, que são uma porção de matéria e que podem um dia virar cadáveres, despertam para o mundo sendo e sentindo-se iguais aos outros, não se percebem flores!
E podem ser corpos tão descartáveis quanto as poses e efeitos que os mesmos podem imprimir!
É, só me resta esperar!
Que o pequeno Príncipe encontre tantas flores iguais a mim, mais tantas, tantas e tantas... que possa perceber que meu corpo não é igual a um milhão de outros corpos...
(foto: Almir Jr.)
Além do mar
Havia um mar ali estendido em minha frente
Um lençol azul, embalado num vento com cheiro de terra distante
Eu sempre ficava daquele jeito,
Sempre,
Nos mesmos horários
Repetindo-me... como um relógio de parede,
Procurando olhares,
Catando os segundos, que se repetiam...
Sentindo cheiros que já não mais sabia se eram verdadeiros ou imaginários,
Porque se eu já me repetia há tanto tempo,
Porque os cheiros seriam reais,
Subia-me vez por outra um desejo de correr aos teus braços,
Buscando afagar-me em seu peito,
Suas mãos que já me possuíam sem pudores...
Cheiro de lençóis molhados, suados, de pele
De um pecado cúmplice, ardente...
Eu não sabia explicar
Como era que chegava até mim,
Vinham sorrateiros, enquanto ficava parado,
Apenas olhando além do mar...
Vou me repetir:
“não se deve tocar em nada com o pensamento, pois disseca o coração”
(foto: Almir Jr.)
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Para Manoel e Marcus e Cris



Meus amores:
Sempre-vivas são plantinhas que dão no serrado de cores variadas que depois que atingem seu “estagio adulto” vivem até 50 anos... sempre do mesmo jeito, preservando suas cores e beleza!
Recordo-me daquela noite mágica “meio tontinha” colhendo capim com um desejo incomensurável que fossem sempre-vivas...
Aquele gesto, meu já tão amado Manoel! Era para que o dia seguinte não acordasse, porque tão logo ele despertasse, eu e marquinhos ficaríamos com um aperto em nossos corações, uma saudade desses seus, tão verdinhos e sinceros olhos...
Você estava errado! Quando colhi os tais capins, na verdade não era para que eu ficasse sempre viva... para que você não partisse para longe, nos deixando essas lembranças tão belas e essa saudade no peito...
Mas, sei que não devemos ficar tão tristes, as verdadeiras sempre vivas... nos deixam um consolo... temos uma vida inteira pela frente, se o acaso nos uniu ele deve ter em mente um fim para essa estória!
Fui buscar na internet uma foto das sempre-vivas verdadeiras para te presentear... e encontrei este texto:
Seguindo à risca o teor expresso pelo seu nome, essa planta traz de volta, a vida para quem se esqueceu de que os problemas não se resolvem da noite para o dia e se machucam ao buscar respostas rápidas, quando é preciso ter paciência. Pessoas assim acabam se esgotando com circunstâncias adversas, perdendo a vontade de viver. A Sempre-viva revitaliza e regenera esse tipo de desgaste.
A Sempre-viva é uma planta medicinal com propriedade adstringente indicada para o coração, diarréia, erisipela, ferida, inflamação nos olhos, queimadura e reumatismo.
“Indicada para o coração...”
Cuida desse coração lindo aí em Angola, que eu e Marculino cuidaremos desses dois corações que sentem sua falta...
Iremos nos reencontrar em breve!
Muitos beijos,
Cris
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

O Natal passou e eu esqueci de te escrever um daqueles poemas que havia prometido escrever até mesmo depois de já tê-lo esquecido,
Apagado de uma vez seu rosto da minha memória...
Desde aquele natal que nos reconhecemos, os natais já não são mais os mesmos...
Tanta coisa mudou de lá para cá...
Mudamos os pares, mudou-se o mundo...
E nos mudamos também!
Dizem que é porque tudo passa!
E nem vou falar aquela piada besta que uva passa...
Mas depois de nosso último diálogo resolvi cumprir a promessa e escrever um texto de natal atrasado, só por você dizer que ainda me ama,
Só porque já não acredito mais nisso como antes.
Mas por saber que realmente não esqueceremos nunca um do outro,
E que estamos juntos ainda que distantes,
Feito flor e caule... que mesmo cortados... se sentem.
Desculpa a falta de inspiração, estou tentando e tentar é o bastante!
Se pudesse voltar no tempo retornaria até aquele natal e reviveria nosso encontro, o apartamento sem cortinas, sem água, seu cheiro, nosso cheiro...
Mas não tenho como fazer isso,
A máquina transportadora está com defeito...
Sobrou apenas a promessa,
Você sempre presente ainda que diferente,
Ainda que suplicando amor...
Estou ficando velha,
Mais um natal, menos sentimental,
Mais lúcido!
Não menos poético que as canções que tocavam no rádio
Naquele nosso natal,
Passado!

Hoje rezei para Nossa Senhora dos loucos
Pedi-lhe que dê menos juízo a esses homens do planeta terra
Pedi a ela que por favor eles parem de fabricar enlatados,
Sentimentos plastificados,
Amores descartáveis,
Emoções a preços de bananas.
Supliquei a Nossa Senhora dos Desequilibrados,
Que olhe por essas criaturas que podem tudo...
Que lhes dê um pouco de vontade...
De fazer mais pelos que menos tem,
De olhar para as crianças indefesas,
Que eles enxerguem os animais, as plantas, arvores...
Nos permitam respirar melhor!
Viver melhor!
Quebrem os televisores,
Leiam os livros!
Por favor minha Senhorinha,
Olhe por nós os pobres loucos!
Que sonhamos com o amor,
Que acreditamos nas palavras,
Que sentimos aromas,
Que nos alegramos (e também nos entristecemos)com o pôr-do-sol!
Olhai por nós...
Porque sou tão pequena...
domingo, 13 de janeiro de 2008
Perda de tempo (s)
- Pronto não tenho mais nada para fazer da minha vida, já tomei meu remédio!
Sofia passa pela sala e diz essa frase com seu olhar deprimido. Interessante que quando descobrimos o que é prioridade num dado momento de nossas vidas ficamos deprimidos. Sofia anda de um lado para o outro... minha prioridade nesse momento é não pensar em nada mais que possa me colocar para baixo. Mas esta decisão foi há cinco dias atrás, percebi que se não tomarmos cuidado, as coisas, ou melhor as pessoas terminam nos deprimindo! Também, deveria parar de pensar nos seres humanos e suas atitudes... mas eu não consigo, não consigo parar de refletir, de analisar as situações, de perceber o que somos capazes de fazer com o nosso semelhante. Devo estar em crise com a humanidade. Mas não suporto ver as pessoas colocando suas culpas umas nas outras, mentindo, se esquivando, sumindo... Quem foi que disse que você era isso tudo mesmo? Deve ter sido sua mãe, que eu nem cheguei a conhecer! Meu Deus o que as mães fazem com seus filhos... elas são felizes? Porra nenhuma, elas muitas vezes são tão absurdamente incompetente na criação dos seus filhos (principalmente os menininhos indefesos delas), que terminam transformando-os em monstros machistas! Eu estou indignada! A ponto de usar um travessão para repetir a frase acima.
- Quem foi que disse que você era isso tudo mesmo?
É uma pena que você não olhe para os lados, que você não descubra que existe ao seu redor um mundo em mutação, uma transformação que ocorre independentemente do nosso estado de espírito, do nosso modo de pensar a vida... mas entendo que mamãe te ensinou que o universo gira ao redor do seu umbigo... E Você (ato falho esse v maiúsculo) acreditou! É uma pena, é uma pena! Mas os leões irão te mostrar o contrario, mamãe poderia ter lhe poupado... mas ela preferiu assim, né?
Vou voltar para minha leitura, na verdade nada vale a pena, nem mesmo esse discurso rancoroso, de mulher abandonada!
“Olhos nos olhos, quero ver o que você faz,
ao sentir que sem você eu passo bem demais...”
Você tem muita sorte, amo Chico, mas essa letra não combina comigo... Logo, passou, passou... dá um abraço em mamãe, diz que mesmo sem conhecê-la eu mando um abraço, fala que ela está de parabéns pela casca que ela foi capaz de produzir... Até Michelangelo bateria palmas para ela! Verdadeiro Apolo! Bem, se fosse em outros tempos, eu até me sentiria bem, iria dizer que cascas bonitas elevam nossa auto estima, mas na verdade, estou numa fase de procurar a essência...
Sofia dormiu, certa ela! Já tomou seu remedinho e o mundo voltou a girar no sentido do relógio... voltarei para minha leitura, afinal de contas, eu tenho um monte de coisas para fazer da minha vida, além de ficar aqui falando de você...
Sofia passa pela sala e diz essa frase com seu olhar deprimido. Interessante que quando descobrimos o que é prioridade num dado momento de nossas vidas ficamos deprimidos. Sofia anda de um lado para o outro... minha prioridade nesse momento é não pensar em nada mais que possa me colocar para baixo. Mas esta decisão foi há cinco dias atrás, percebi que se não tomarmos cuidado, as coisas, ou melhor as pessoas terminam nos deprimindo! Também, deveria parar de pensar nos seres humanos e suas atitudes... mas eu não consigo, não consigo parar de refletir, de analisar as situações, de perceber o que somos capazes de fazer com o nosso semelhante. Devo estar em crise com a humanidade. Mas não suporto ver as pessoas colocando suas culpas umas nas outras, mentindo, se esquivando, sumindo... Quem foi que disse que você era isso tudo mesmo? Deve ter sido sua mãe, que eu nem cheguei a conhecer! Meu Deus o que as mães fazem com seus filhos... elas são felizes? Porra nenhuma, elas muitas vezes são tão absurdamente incompetente na criação dos seus filhos (principalmente os menininhos indefesos delas), que terminam transformando-os em monstros machistas! Eu estou indignada! A ponto de usar um travessão para repetir a frase acima.
- Quem foi que disse que você era isso tudo mesmo?
É uma pena que você não olhe para os lados, que você não descubra que existe ao seu redor um mundo em mutação, uma transformação que ocorre independentemente do nosso estado de espírito, do nosso modo de pensar a vida... mas entendo que mamãe te ensinou que o universo gira ao redor do seu umbigo... E Você (ato falho esse v maiúsculo) acreditou! É uma pena, é uma pena! Mas os leões irão te mostrar o contrario, mamãe poderia ter lhe poupado... mas ela preferiu assim, né?
Vou voltar para minha leitura, na verdade nada vale a pena, nem mesmo esse discurso rancoroso, de mulher abandonada!
“Olhos nos olhos, quero ver o que você faz,
ao sentir que sem você eu passo bem demais...”
Você tem muita sorte, amo Chico, mas essa letra não combina comigo... Logo, passou, passou... dá um abraço em mamãe, diz que mesmo sem conhecê-la eu mando um abraço, fala que ela está de parabéns pela casca que ela foi capaz de produzir... Até Michelangelo bateria palmas para ela! Verdadeiro Apolo! Bem, se fosse em outros tempos, eu até me sentiria bem, iria dizer que cascas bonitas elevam nossa auto estima, mas na verdade, estou numa fase de procurar a essência...
Sofia dormiu, certa ela! Já tomou seu remedinho e o mundo voltou a girar no sentido do relógio... voltarei para minha leitura, afinal de contas, eu tenho um monte de coisas para fazer da minha vida, além de ficar aqui falando de você...
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
“Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam”
(A Hora da Estrela, Clarice Linspector)
Sabe,
Eu acredito no amor,
Mesmo que depois, depois em determinadas situações ele se transforme em algo, que é meio ódio, meio medo, solidão e dor...
Também acredito nas palavras de amor,
Ainda que muitas vezes elas sejam arquivadas em armários, rasgadas, queimadas ou até mesmo esquecidas...
Acredito nos olhares apaixonados, ainda que aconteçam em frações de segundos,
No grito do gozo,
No cheiro da pele (tão particular),
Nos beijos ardentes,
No toque escondido, nos escancarados e nos tímidos...
Eu acredito que algo muito maravilhoso acontece em nossas almas quando amamos,
Eu acredito no amor.
Eu acredito no amor.
E se acredito...
(A Hora da Estrela, Clarice Linspector)
Sabe,
Eu acredito no amor,
Mesmo que depois, depois em determinadas situações ele se transforme em algo, que é meio ódio, meio medo, solidão e dor...
Também acredito nas palavras de amor,
Ainda que muitas vezes elas sejam arquivadas em armários, rasgadas, queimadas ou até mesmo esquecidas...
Acredito nos olhares apaixonados, ainda que aconteçam em frações de segundos,
No grito do gozo,
No cheiro da pele (tão particular),
Nos beijos ardentes,
No toque escondido, nos escancarados e nos tímidos...
Eu acredito que algo muito maravilhoso acontece em nossas almas quando amamos,
Eu acredito no amor.
Eu acredito no amor.
E se acredito...
sábado, 5 de janeiro de 2008
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
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