quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

O Natal passou e eu esqueci de te escrever um daqueles poemas que havia prometido escrever até mesmo depois de já tê-lo esquecido,
Apagado de uma vez seu rosto da minha memória...
Desde aquele natal que nos reconhecemos, os natais já não são mais os mesmos...
Tanta coisa mudou de lá para cá...
Mudamos os pares, mudou-se o mundo...
E nos mudamos também!
Dizem que é porque tudo passa!
E nem vou falar aquela piada besta que uva passa...
Mas depois de nosso último diálogo resolvi cumprir a promessa e escrever um texto de natal atrasado, só por você dizer que ainda me ama,
Só porque já não acredito mais nisso como antes.
Mas por saber que realmente não esqueceremos nunca um do outro,
E que estamos juntos ainda que distantes,
Feito flor e caule... que mesmo cortados... se sentem.
Desculpa a falta de inspiração, estou tentando e tentar é o bastante!
Se pudesse voltar no tempo retornaria até aquele natal e reviveria nosso encontro, o apartamento sem cortinas, sem água, seu cheiro, nosso cheiro...
Mas não tenho como fazer isso,
A máquina transportadora está com defeito...
Sobrou apenas a promessa,
Você sempre presente ainda que diferente,
Ainda que suplicando amor...
Estou ficando velha,
Mais um natal, menos sentimental,
Mais lúcido!
Não menos poético que as canções que tocavam no rádio
Naquele nosso natal,
Passado!

Hoje rezei para Nossa Senhora dos loucos
Pedi-lhe que dê menos juízo a esses homens do planeta terra
Pedi a ela que por favor eles parem de fabricar enlatados,
Sentimentos plastificados,
Amores descartáveis,
Emoções a preços de bananas.
Supliquei a Nossa Senhora dos Desequilibrados,
Que olhe por essas criaturas que podem tudo...
Que lhes dê um pouco de vontade...
De fazer mais pelos que menos tem,
De olhar para as crianças indefesas,
Que eles enxerguem os animais, as plantas, arvores...
Nos permitam respirar melhor!
Viver melhor!
Quebrem os televisores,
Leiam os livros!
Por favor minha Senhorinha,
Olhe por nós os pobres loucos!
Que sonhamos com o amor,
Que acreditamos nas palavras,
Que sentimos aromas,
Que nos alegramos (e também nos entristecemos)com o pôr-do-sol!
Olhai por nós...
Porque sou tão pequena...
domingo, 13 de janeiro de 2008
Perda de tempo (s)
- Pronto não tenho mais nada para fazer da minha vida, já tomei meu remédio!
Sofia passa pela sala e diz essa frase com seu olhar deprimido. Interessante que quando descobrimos o que é prioridade num dado momento de nossas vidas ficamos deprimidos. Sofia anda de um lado para o outro... minha prioridade nesse momento é não pensar em nada mais que possa me colocar para baixo. Mas esta decisão foi há cinco dias atrás, percebi que se não tomarmos cuidado, as coisas, ou melhor as pessoas terminam nos deprimindo! Também, deveria parar de pensar nos seres humanos e suas atitudes... mas eu não consigo, não consigo parar de refletir, de analisar as situações, de perceber o que somos capazes de fazer com o nosso semelhante. Devo estar em crise com a humanidade. Mas não suporto ver as pessoas colocando suas culpas umas nas outras, mentindo, se esquivando, sumindo... Quem foi que disse que você era isso tudo mesmo? Deve ter sido sua mãe, que eu nem cheguei a conhecer! Meu Deus o que as mães fazem com seus filhos... elas são felizes? Porra nenhuma, elas muitas vezes são tão absurdamente incompetente na criação dos seus filhos (principalmente os menininhos indefesos delas), que terminam transformando-os em monstros machistas! Eu estou indignada! A ponto de usar um travessão para repetir a frase acima.
- Quem foi que disse que você era isso tudo mesmo?
É uma pena que você não olhe para os lados, que você não descubra que existe ao seu redor um mundo em mutação, uma transformação que ocorre independentemente do nosso estado de espírito, do nosso modo de pensar a vida... mas entendo que mamãe te ensinou que o universo gira ao redor do seu umbigo... E Você (ato falho esse v maiúsculo) acreditou! É uma pena, é uma pena! Mas os leões irão te mostrar o contrario, mamãe poderia ter lhe poupado... mas ela preferiu assim, né?
Vou voltar para minha leitura, na verdade nada vale a pena, nem mesmo esse discurso rancoroso, de mulher abandonada!
“Olhos nos olhos, quero ver o que você faz,
ao sentir que sem você eu passo bem demais...”
Você tem muita sorte, amo Chico, mas essa letra não combina comigo... Logo, passou, passou... dá um abraço em mamãe, diz que mesmo sem conhecê-la eu mando um abraço, fala que ela está de parabéns pela casca que ela foi capaz de produzir... Até Michelangelo bateria palmas para ela! Verdadeiro Apolo! Bem, se fosse em outros tempos, eu até me sentiria bem, iria dizer que cascas bonitas elevam nossa auto estima, mas na verdade, estou numa fase de procurar a essência...
Sofia dormiu, certa ela! Já tomou seu remedinho e o mundo voltou a girar no sentido do relógio... voltarei para minha leitura, afinal de contas, eu tenho um monte de coisas para fazer da minha vida, além de ficar aqui falando de você...
Sofia passa pela sala e diz essa frase com seu olhar deprimido. Interessante que quando descobrimos o que é prioridade num dado momento de nossas vidas ficamos deprimidos. Sofia anda de um lado para o outro... minha prioridade nesse momento é não pensar em nada mais que possa me colocar para baixo. Mas esta decisão foi há cinco dias atrás, percebi que se não tomarmos cuidado, as coisas, ou melhor as pessoas terminam nos deprimindo! Também, deveria parar de pensar nos seres humanos e suas atitudes... mas eu não consigo, não consigo parar de refletir, de analisar as situações, de perceber o que somos capazes de fazer com o nosso semelhante. Devo estar em crise com a humanidade. Mas não suporto ver as pessoas colocando suas culpas umas nas outras, mentindo, se esquivando, sumindo... Quem foi que disse que você era isso tudo mesmo? Deve ter sido sua mãe, que eu nem cheguei a conhecer! Meu Deus o que as mães fazem com seus filhos... elas são felizes? Porra nenhuma, elas muitas vezes são tão absurdamente incompetente na criação dos seus filhos (principalmente os menininhos indefesos delas), que terminam transformando-os em monstros machistas! Eu estou indignada! A ponto de usar um travessão para repetir a frase acima.
- Quem foi que disse que você era isso tudo mesmo?
É uma pena que você não olhe para os lados, que você não descubra que existe ao seu redor um mundo em mutação, uma transformação que ocorre independentemente do nosso estado de espírito, do nosso modo de pensar a vida... mas entendo que mamãe te ensinou que o universo gira ao redor do seu umbigo... E Você (ato falho esse v maiúsculo) acreditou! É uma pena, é uma pena! Mas os leões irão te mostrar o contrario, mamãe poderia ter lhe poupado... mas ela preferiu assim, né?
Vou voltar para minha leitura, na verdade nada vale a pena, nem mesmo esse discurso rancoroso, de mulher abandonada!
“Olhos nos olhos, quero ver o que você faz,
ao sentir que sem você eu passo bem demais...”
Você tem muita sorte, amo Chico, mas essa letra não combina comigo... Logo, passou, passou... dá um abraço em mamãe, diz que mesmo sem conhecê-la eu mando um abraço, fala que ela está de parabéns pela casca que ela foi capaz de produzir... Até Michelangelo bateria palmas para ela! Verdadeiro Apolo! Bem, se fosse em outros tempos, eu até me sentiria bem, iria dizer que cascas bonitas elevam nossa auto estima, mas na verdade, estou numa fase de procurar a essência...
Sofia dormiu, certa ela! Já tomou seu remedinho e o mundo voltou a girar no sentido do relógio... voltarei para minha leitura, afinal de contas, eu tenho um monte de coisas para fazer da minha vida, além de ficar aqui falando de você...
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
“Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam”
(A Hora da Estrela, Clarice Linspector)
Sabe,
Eu acredito no amor,
Mesmo que depois, depois em determinadas situações ele se transforme em algo, que é meio ódio, meio medo, solidão e dor...
Também acredito nas palavras de amor,
Ainda que muitas vezes elas sejam arquivadas em armários, rasgadas, queimadas ou até mesmo esquecidas...
Acredito nos olhares apaixonados, ainda que aconteçam em frações de segundos,
No grito do gozo,
No cheiro da pele (tão particular),
Nos beijos ardentes,
No toque escondido, nos escancarados e nos tímidos...
Eu acredito que algo muito maravilhoso acontece em nossas almas quando amamos,
Eu acredito no amor.
Eu acredito no amor.
E se acredito...
(A Hora da Estrela, Clarice Linspector)
Sabe,
Eu acredito no amor,
Mesmo que depois, depois em determinadas situações ele se transforme em algo, que é meio ódio, meio medo, solidão e dor...
Também acredito nas palavras de amor,
Ainda que muitas vezes elas sejam arquivadas em armários, rasgadas, queimadas ou até mesmo esquecidas...
Acredito nos olhares apaixonados, ainda que aconteçam em frações de segundos,
No grito do gozo,
No cheiro da pele (tão particular),
Nos beijos ardentes,
No toque escondido, nos escancarados e nos tímidos...
Eu acredito que algo muito maravilhoso acontece em nossas almas quando amamos,
Eu acredito no amor.
Eu acredito no amor.
E se acredito...
sábado, 5 de janeiro de 2008
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Minhas...?
È muito estranho.
É estranho...
Mas parece que tem momentos em que as palavras nos fogem, somem os textos...
E os textos dos outros nos contaminam,
Nos dominam,
Penetram em nossa alma...
Nos perseguem...
São nossos
Sem serem
Minhas palavras nas bocas dos outros...
Ropiando,
Se repetindo
Rondando-me
As palavras
Que outros disseram...
E que são minhas...
É estranho...
Mas parece que tem momentos em que as palavras nos fogem, somem os textos...
E os textos dos outros nos contaminam,
Nos dominam,
Penetram em nossa alma...
Nos perseguem...
São nossos
Sem serem
Minhas palavras nas bocas dos outros...
Ropiando,
Se repetindo
Rondando-me
As palavras
Que outros disseram...
E que são minhas...
eu achava que estava acordada
mas me parece que eu só acordei ontem
quando tudo pareceu fazer sentido...
eu não sabia que poderia ser tão simples e terno
e mesmo parecendo tão rápido, tão eterno!
não sei se cai do penhasco ou se acordei para o amor...
mas você nem está aqui e está...
porque eu acordei
porque eu dormia
as dunas que caminhavam dentro do nosso filme
velam nossa solidão
e mesmo que tudo pareça tão efêmero
a lua estava lá, com as dunas, praia, suspiro, vodca, vinho e água...
e ainda que tudo seja tão breve, ou que aparente ser
sabemos que não é...
porque eu ainda te “devo” um milhão de beijos por você saber tocar música clássica...
e nem dei metade...
eu ainda nem te fiz saborear uma pêra...
e ver Cinema Paradiso,
e segurar minhas mãos quando eu tiver medo,
e me colocar para dormir
Chamar-me de novo de chorona...
Beijar-me,
beijar,
beijar,
e tocar para eu dormir...
Porque?
Eu preferiria uma vez sentir o cheiro dos cabelos dele...
Dar um beijo em sua boca...
Tocar uma vez sua mão...
A passar uma eternidade sem fazê-lo.
Uma vez!
SSA 01.01.08
mas me parece que eu só acordei ontem
quando tudo pareceu fazer sentido...
eu não sabia que poderia ser tão simples e terno
e mesmo parecendo tão rápido, tão eterno!
não sei se cai do penhasco ou se acordei para o amor...
mas você nem está aqui e está...
porque eu acordei
porque eu dormia
as dunas que caminhavam dentro do nosso filme
velam nossa solidão
e mesmo que tudo pareça tão efêmero
a lua estava lá, com as dunas, praia, suspiro, vodca, vinho e água...
e ainda que tudo seja tão breve, ou que aparente ser
sabemos que não é...
porque eu ainda te “devo” um milhão de beijos por você saber tocar música clássica...
e nem dei metade...
eu ainda nem te fiz saborear uma pêra...
e ver Cinema Paradiso,
e segurar minhas mãos quando eu tiver medo,
e me colocar para dormir
Chamar-me de novo de chorona...
Beijar-me,
beijar,
beijar,
e tocar para eu dormir...
Porque?
Eu preferiria uma vez sentir o cheiro dos cabelos dele...
Dar um beijo em sua boca...
Tocar uma vez sua mão...
A passar uma eternidade sem fazê-lo.
Uma vez!
SSA 01.01.08
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Milan Kundera disse que não se brinca com as metáforas pois elas são perigosas!
Mas e nós que temos esses corações lânguidos e intranqüilos?
Meu peito parece que vai explodir quando vejo um entardecer!
Minha alma então, quando é tocada por um filme, um poema uma canção fica como que inebriada, perdida por entre as reticências e pelas aspas. Por vezes só consigo ser não sendo e estar... fugindo!
Se vago por entre as pernas de um passarinho,
Se me expresso por entre linhas e muitas das vezes que estou rindo se esconde um mar de lágrimas em meu peito...
O que será então dessa pobre criatura que sou?
Deste ser inacabado e tão repleto de sensações?
Se meu tempo também é quando e meu lema é longe é um lugar que não existe,
Onde é que eu me coloco, por onde que me desloco e com que pernas me encosto?
Ah, Milan, como pode fazer isso conosco (literalmente conosco, pois lhe incluo nessa parada)?
Se todo esse medo é porque o amor pode nascer de uma metáfora!
Que venham então todos que metaforicamente conseguem rabiscar, diluir, interpretar, cantar, apaixonar, divagar, silenciar, inebriar, esticar, propagar, anunciar, projetar, despertar... o amor nesse coração do tamanho de uma semente de girassol!
Mas e nós que temos esses corações lânguidos e intranqüilos?
Meu peito parece que vai explodir quando vejo um entardecer!
Minha alma então, quando é tocada por um filme, um poema uma canção fica como que inebriada, perdida por entre as reticências e pelas aspas. Por vezes só consigo ser não sendo e estar... fugindo!
Se vago por entre as pernas de um passarinho,
Se me expresso por entre linhas e muitas das vezes que estou rindo se esconde um mar de lágrimas em meu peito...
O que será então dessa pobre criatura que sou?
Deste ser inacabado e tão repleto de sensações?
Se meu tempo também é quando e meu lema é longe é um lugar que não existe,
Onde é que eu me coloco, por onde que me desloco e com que pernas me encosto?
Ah, Milan, como pode fazer isso conosco (literalmente conosco, pois lhe incluo nessa parada)?
Se todo esse medo é porque o amor pode nascer de uma metáfora!
Que venham então todos que metaforicamente conseguem rabiscar, diluir, interpretar, cantar, apaixonar, divagar, silenciar, inebriar, esticar, propagar, anunciar, projetar, despertar... o amor nesse coração do tamanho de uma semente de girassol!
Venha
“Venha para perto, Ulisses, venha para perto...“
E quando minhas mãos te tocarem
Farei com que tudo seja percebido,
Mesmo que você se assuste com meu corpo de pássaro,
Minha voz doce te acalmará...
Ulisses, não tema as sereias,
Só elas podem te ajudar a acordar para o verdadeiro prazer...
Esqueça as mãos do passado,
E uma nova canção balbuciarei em seus ouvidos.
Ulisses, Ulisses...
Venha para perto.
Não caminhe para os Sertões alheios,
Não vague entre outras pernas,
Não esmoreça em sua caminhada.
Se escutar meu canto,
Prometo levá-lo por uma estrada sem volta,
Você acordará louco, numa loucura em Circe.
Não se prenda ao mastro, ou navegue em outros rios,
“Venha para perto, Ulisses, venha para perto...“
Ainda que se amarre, ainda que vague,
Sua perdição é uma sereia,
E é em minhas mãos que acordarás sonâmbulo...
E quando minhas mãos te tocarem
Farei com que tudo seja percebido,
Mesmo que você se assuste com meu corpo de pássaro,
Minha voz doce te acalmará...
Ulisses, não tema as sereias,
Só elas podem te ajudar a acordar para o verdadeiro prazer...
Esqueça as mãos do passado,
E uma nova canção balbuciarei em seus ouvidos.
Ulisses, Ulisses...
Venha para perto.
Não caminhe para os Sertões alheios,
Não vague entre outras pernas,
Não esmoreça em sua caminhada.
Se escutar meu canto,
Prometo levá-lo por uma estrada sem volta,
Você acordará louco, numa loucura em Circe.
Não se prenda ao mastro, ou navegue em outros rios,
“Venha para perto, Ulisses, venha para perto...“
Ainda que se amarre, ainda que vague,
Sua perdição é uma sereia,
E é em minhas mãos que acordarás sonâmbulo...
domingo, 2 de setembro de 2007
Enquanto o tempo da colheita não chega,
Eu cultivo as sempre-vivas.
Acordo cedo,
Represento uma cena,
Canto uma canção,
E algumas vezes choro,
Choro bandido.
Não possuo ainda o tempo nem das borboletas,
Nem dos ventos,
Só dos acasos.
Sinto cheiro de flores,
De uma chuva fininha,
Tempo de despertar para as coisas
De acordar para os sentimentos.
Tempo, tempo...
De olhar os pores de sol...
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Etc.
Eu cultivo as sempre-vivas.
Acordo cedo,
Represento uma cena,
Canto uma canção,
E algumas vezes choro,
Choro bandido.
Não possuo ainda o tempo nem das borboletas,
Nem dos ventos,
Só dos acasos.
Sinto cheiro de flores,
De uma chuva fininha,
Tempo de despertar para as coisas
De acordar para os sentimentos.
Tempo, tempo...
De olhar os pores de sol...
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Etc.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Andar
Pela areia descalça
pelos meus pensamentos
livre de novo
correr atrás de minhas estórias
Novas e antigas
Sair respirando ar puro
pura de novo
feliz de novo
novamente renascendo
me libertando do casulo
Voar
correr
navegar
naufragar e voltar a beira do rio
sempre menina, sempre pequena
borboleta e flor
quem sabe as próximas curvas?
Eu sei, agora sei...
Saudade do que nunca foi
saudade do tempo em que sabia que esperava
e gostava de sentir o tempo escoando entre meus dedos
agora não mais existe saudade
Novamente acaso,
novamente calmaria
tomara que aquelas caminhadas na areia da praia (meus passos, seus passos) voltem
novas e novamente serenas
repletas de paz de espírito
pelos meus pensamentos
livre de novo
correr atrás de minhas estórias
Novas e antigas
Sair respirando ar puro
pura de novo
feliz de novo
novamente renascendo
me libertando do casulo
Voar
correr
navegar
naufragar e voltar a beira do rio
sempre menina, sempre pequena
borboleta e flor
quem sabe as próximas curvas?
Eu sei, agora sei...
Saudade do que nunca foi
saudade do tempo em que sabia que esperava
e gostava de sentir o tempo escoando entre meus dedos
agora não mais existe saudade
Novamente acaso,
novamente calmaria
tomara que aquelas caminhadas na areia da praia (meus passos, seus passos) voltem
novas e novamente serenas
repletas de paz de espírito
terça-feira, 17 de julho de 2007
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Do que não se entende
Eu não sabia
Mas parece que tudo que o pensamento toca disseca a alma
Pensamento pode ser guilhotina
A gente precisa estar alerta
À espreita
Pensamento é força
Se a gente não souber usá-lo,
Ele se rebela
Se revolta
E volta-se contra nós
Mas parece que tudo que o pensamento toca disseca a alma
Pensamento pode ser guilhotina
A gente precisa estar alerta
À espreita
Pensamento é força
Se a gente não souber usá-lo,
Ele se rebela
Se revolta
E volta-se contra nós
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Amanhã, quem sabe...

Quem foi que falou para ficar reclusa?
Porra nenhuma!
Eu vou gritar, quebrar tudo!
Até romperem os laços...
Esgotarem as forças...
Secarem as palavras...
Se perderem as estradas,
Os caminhos de volta.
Há tempo de plantar e de colher...
E se a colheita for ruim,
Murchar ou der bicho...
Arranca tudo!
Corta o mal pela raiz...
“Não sou boa, nem quero sê-lo”.
Droga, essa frase não é minha!
Mas a tomo como empréstimo...
Esperarei sentada o tempo das flores...
E talvez apareça inocentemente, despretensiosamente, timidamente...
Uma borboleta amarela.
terça-feira, 10 de julho de 2007

Com Por
Compor uma vida mais justa...
Compor uma atmosfera
Compor uma serie de roteiros interligados
Compor uma estória de amor
Compor um filme com ou sem final feliz
Compor uma poesia
Compor um desenho que cabe dentro de um quadro que esboça paisagens de jardim
Compor uma cena
Compor um personagen
Compor,
Descompor
Compor um Tom
Compor Chico
Compor um piano
Compor Tom e Chico
Compor meu coração descompassado
Compor uma face derretida
Compor uma saudade
Compor
Apenas compor
Ad libitum
Segredos e Mistérios
O vento que sopra pela janela
Sabe os mistérios que o perseguem.
Durante alguns anos eu também tentei identificar os mistérios que pousavam sobre minha janela
Mistérios coloridos, frágeis e singelos.
Eram borboletas multicores que traziam em suas assas mensagens que praticamente não consegui decifrar!
Morreram...
Elas morrem rápido,
E eu menina, inocente em assuntos de borboletas, tentava inutilmente acompanhar seus raciocínios!
Às borboletas que morriam, eu não as enterrava. Malvada que também sei ser, pregava-as em quadros e plásticos resistentes.
E elas me observavam eternas e oprimidas em seus mistérios.
Meus segredos me pertencem, só poderia contá-los às borboletas. Se falo pelos cotovelos, é porque os meus segredos mais remotos estão trancados à sete chaves.
Mas vou dormir como uma pequena...
Embaixo dos cobertores, escondendo os soluços e fingindo que tudo está bem...
Sabe os mistérios que o perseguem.
Durante alguns anos eu também tentei identificar os mistérios que pousavam sobre minha janela
Mistérios coloridos, frágeis e singelos.
Eram borboletas multicores que traziam em suas assas mensagens que praticamente não consegui decifrar!
Morreram...
Elas morrem rápido,
E eu menina, inocente em assuntos de borboletas, tentava inutilmente acompanhar seus raciocínios!
Às borboletas que morriam, eu não as enterrava. Malvada que também sei ser, pregava-as em quadros e plásticos resistentes.
E elas me observavam eternas e oprimidas em seus mistérios.
Meus segredos me pertencem, só poderia contá-los às borboletas. Se falo pelos cotovelos, é porque os meus segredos mais remotos estão trancados à sete chaves.
Mas vou dormir como uma pequena...
Embaixo dos cobertores, escondendo os soluços e fingindo que tudo está bem...

Quem disse que a vida é feita de sobras?
Não! A vida é feita de lutas, de negações, de escolhas opções e conquistas!
E por falar em negações... Nego-me a sobreviver com restos...
Não nasci para viver nas beiradas, para andar me esquivando e me fazendo imperceptível...
Sou filha de Oxum e Iemanjá...
Não só os espelhos e as contas me guiam,
O coração também, aliado a emoção e paixões.
Preciso estar apaixonada por tudo que está ao meu redor...
E por falar em contas, eu vou contar uma coisa:
Não é um simples cheirinho que me desperta, nem uma pequenina flor que me cativa...
Não quero um pouco perdão, não necessito de uma mísera piscada de olhos,
Eu sou oxum aretada
Eu quero o tudo,
E um pouquinho mais...
Se pensas que sou capaz de sobreviver a sobras estás enganado.
Eu quero o céu, a terra e o mar.
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Meu coração de poeta
Por vezes quer me enlouquecer...
Fazendo de mim uma obcecada por cores,
Por flores
Por olhos,
Por cheiros
Etc...
Coração, coração
Por que teimas em querer deslumbrar o mundo se é tão pequeno?
Por que se acha tão imenso para abraçar uma causa dessas?
Seja cauteloso, já avisaram os amigos,
Seja complacente, eu te peço...
Deixa de ser afoito, de querer andar nas nuvens, sonhar estórias...
Parece bicho besta.
Coração, coração
Dizem que o tempo não ta pra peixe,
E você é sonhador demais para viver nesse mundo louco assim, tão repleto de amores...
Vinicius já te avisou:
“Quem pagará o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?”.
Vistes?
terça-feira, 3 de julho de 2007
È assim que necessito de ti,
Agora que já passaram os anos de espera
E tu chegastes para acolher-me nos teus braços
Necessito do teu cheiro como do ar que respiro
De tuas mãos para as acolhidas: de paixão, de enroscamento,
De seus dedos para enxugarem minhas lágrimas.
Preciso de ti, amor...
Mesmo que meu passado te machuque e o teu a mim também.
Preciso de ti, como és
Falando manso ou com raiva
Me dizendo palavras de amor.
Amor
Eu te esperava solitária,
Nas noites de estio e de vazio.
Preciso de seu corpo ao meu lado
Quando acordo assustada na madrugada
Depois de sonhos estranhos e do medo que persegue de perde-lo.
Não quero que tenha dúvidas de nada,
Meus lábios necessitam de ti como se você fosse minha hóstia
Me perdoando ao final de qualquer mágoa, me aquecendo do frio de nossa casa,
Eu necessito de sua voz rouca como necessito de tudo que vem de ti.
Vida, pele, braços, pernas, sexo, boca...
Do seu perdão, amor!
Agora que já passaram os anos de espera
E tu chegastes para acolher-me nos teus braços
Necessito do teu cheiro como do ar que respiro
De tuas mãos para as acolhidas: de paixão, de enroscamento,
De seus dedos para enxugarem minhas lágrimas.
Preciso de ti, amor...
Mesmo que meu passado te machuque e o teu a mim também.
Preciso de ti, como és
Falando manso ou com raiva
Me dizendo palavras de amor.
Amor
Eu te esperava solitária,
Nas noites de estio e de vazio.
Preciso de seu corpo ao meu lado
Quando acordo assustada na madrugada
Depois de sonhos estranhos e do medo que persegue de perde-lo.
Não quero que tenha dúvidas de nada,
Meus lábios necessitam de ti como se você fosse minha hóstia
Me perdoando ao final de qualquer mágoa, me aquecendo do frio de nossa casa,
Eu necessito de sua voz rouca como necessito de tudo que vem de ti.
Vida, pele, braços, pernas, sexo, boca...
Do seu perdão, amor!
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